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A visita do Sion Batel ao Museu de Arte Indígena
15/12/2017 - 05:43 | Acontece no Sion

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No dia 30 de novembro, os alunos das turmas A, B e C do 4º ano do Sion Batel conheceram o Museu de Arte Indígena (MAI). O local, inaugurado no início de 2016, é a primeira instituição privada dedicada à arte indígena brasileira. Os objetos plumários, cestas, máscaras, instrumentos musicais, cerâmicas e outros itens resultam na exposição de cerca de 700 peças! Com a missão de resgatar e preservar a cultura indígena brasileira, o museu oferece um espaço que reproduz a atmosfera de uma oca. Cada área do MAI foi desenhada especificamente para receber uma categoria do acervo, criando assim, uma experiência única.

“Foi uma visita muito proveitosa. O museu tem uma proposta interessante de aproximar as pessoas dessa cultura. Um diferencial é a própria história do museu, que é privado e foi criado pela iniciativa de uma colecionadora, que estuda e valoriza a cultura indígena brasileira”, conta Maria Cristina Montingelli, coordenadora do Ensino Fundamental 1 do Sion Batel, que acompanhou a visita.

A colecionadora em questão é a dona do MAI, Julianna Podolan Martins, que se aplicou no conhecimento da cultura indígena e conviveu com algumas etnias brasileiras para aumentar seu entendimento sobre os diferentes povos, que muitas vezes são tratados como uma única população.

“Um de nossos objetivos é a desconstrução da imagem do indígena genérico, ressaltando a grande diversidade geográfica, linguística, cultural e física das diversas etnias brasileiras. Além disso, trabalhamos intensamente com atividades que promovam o conhecimento e a valorização dos povos indígenas”, explica Samantha Donner, coordenadora do MAI.

“A Julianna, dona do museu, também acompanhou as crianças durante a visita e dividiu com os alunos as experiências vividas por ela em seu convívio com algumas dessas tribos. O diferencial do museu em apresentar cada espaço em um contexto faz com que cada peça exposta seja entendida. Tanto as crianças quanto as professoras ficaram muito encantadas pelo lugar”, afirma Maria Cristina.

Maria ainda diz que a aproximação relembra a experiência que os estudantes tiveram no início do ano. “Os alunos conheceram membros do povo Fulni-ô, que vieram de Pernambuco e mostraram as danças e a cultura de sua tribo. Agora, ir ao museu e ter contato com a arte produzida por povos como o Fulni-ô proporcionou um aprendizado muito grande para todos”, completa Maria Cristina.

Visita do povo Fulni-ô ao Sion Batel no início do ano

Os Fulni-ô também visitaram o Sion Solitude

“Estive junto durante a visita e pude perceber que as perguntas feitas pelos alunos eram bem formuladas e concretas. Sabemos que um relacionamento entre Colégio e Museu faz toda diferença no aprendizado e crescimento dos mesmos. Ficamos felizes em poder partilhar este momento com alunos do Sion”, diz Samantha.

Ficou com vontade de conhecer o Museu da Arte Indígena? Acesse: http://www.maimuseu.com.br/

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