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Dia Internacional da Mulher e a igualdade de gêneros
08/03/2017 - 05:35 | Sem categoria

Os abusos, assédios e desigualdades ocorridos nas esferas pública e privada têm sido os motivos de luta das mulheres do mundo todo. A cada ano, números divulgados por meio dos veículos de comunicação, pesquisas e organizações evidenciam a necessidade de se promover a igualdade de gêneros, tanto no âmbito social como no empresarial.

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Conforme matéria publicada em dezembro do ano passado na Folha de São Paulo, a diferença de salários entre homens e mulheres aumenta em cargos de chefia. Embora tenha diminuído a distância entre as remunerações na última década, elas continuam recebendo menos do que eles, especialmente se estiverem em posição de liderança no mercado.

Ao citar os dados fornecidos pela Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), a publicação da Folha afirma que a renda média dos homens em 2015 foi de R$ 2.012 no Brasil, enquanto as mulheres ganharam R$ 1.522, em média. Quando assumem cargos de gerência e diretoria, elas recebem o equivalente a 68% dos salários masculinos.

Na questão do feminicídio, a taxa brasileira é a quinta maior do mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número fica em 4,8 para 100 mil mulheres. Do total de assassinatos cruéis registrados em 2013 contra o público feminino, 33,2% foram realizados pelos parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

Para combater o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres publicou no dia 8 de abril de 2016, em parceria com o com o governo brasileiro e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh), as “Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres – Feminicídios”.

“As diretrizes nacionais buscam eliminar as discriminações a que as mulheres são alvo pelo machismo, pelo racismo, pelo etnocentrismo, pela lesbofobia e por outras formas de desigualdades que se manifestam, desde a maneira como elas vivem à deflagração de conflitos com base em gênero e os ciclos de violência, que culminam com as mortes violentas”, explicou a representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman, em matéria divulgada no site da organização.

O Dia Internacional da Mulher

Nos últimos anos, tem crescido o número de movimentos e ações, organizados por mulheres comuns ou instituições, voltados a dar apoio ao público feminino para superar os desafios sociais ocasionados pela desigualdade de gêneros.

Um deles é o Vamos Juntas?. O movimento nasceu em 2015 e foi criado pela jornalista Babi Souza com o propósito de incentivar mulheres a se unirem no combate ao assédio, abusos e violências.

Outra ação atual é a campanha promovida para o Dia Internacional da Mulher de 2017, com ênfase em acelerar o processo de igualdade de gêneros, pois, segundo a previsão do Fórum Econômico Mundial, a lacuna entre os gêneros não irá fechar totalmente até o ano de 2186. O intuito do movimento é convocar todos os membros a se tornarem embaixadores da causa.

No Sion todos são iguais

No Colégio Sion, a igualdade de gêneros é promovida desde a Educação Infantil. As crianças são tratadas da mesma forma e o respeito à individualidade de cada uma delas é uma prioridade dentro e fora das salas de aulas.

A proposta pedagógica fundamentada nos ensinamentos de Maria Montessori, Lubienska de Lenval e na proposta Ramain procura dar autonomia para o aluno perceber a si mesmo e na relação com o outro.

“O nosso objetivo é formar o cidadão que é um homem consciente de si mesmo e do outro. Esse olhar para o outro é muito importante para podermos construir um mundo melhor”, explica a supervisora do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, Aura Maria Valente.

 

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