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Mês da alimentação saudável
28/10/2016 - 05:22 |

Outubro é o mês da alimentação saudável, uma vez que se comemora o Dia Mundial da Alimentação e o Dia Nacional da Alimentação na Escola. Durante esse período, a nutricionista Elisangela Cembrani trabalhou com alunos do colégio Sion, do jardim ao fundamental, a importância dos alimentos naturais no dia a dia.

Para os alunos do jardim I e II, a nutricionista promoveu uma aula de culinária saudável, somente com alimentos da natureza. “Ensinei a receita de um mousse de abacate sabor chocolate, que leva melado, abacate e cacau. O objetivo foi mostrar para as crianças que não é preciso comprar sempre algo pronto, também podemos fazer coisas muito gostosas”, revelou Elisangela. Durante a aula os alunos sentiram a textura dos alimentos, degustaram os ingredientes separadamente e puderam perceber as características de cada um.

Com as demais turmas a nutricionista trabalhou a classificação dos alimentos de acordo com o Guia Alimentar para a população brasileira. A atividade traz conceitos sobre os alimentos in natura, processados e ultraprocessados, e indica o que devemos privilegiar na alimentação diária. “As aulas são em forma de conversa explicando as diferenças entre esses três grupos alimentares. Os alunos trazem três embalagens de alimentos que consomem em casa para classificar e aprendem a ler os rótulos. Essa parte é muito legal, pois eles ficam preocupados ao ver a quantidade de aditivos artificiais presentes nos alimentos”, conta Elisangela.

Depois da aula as crianças se mostraram mais seletivas na hora de comprar o lanche na escola, e estavam mais preocupadas com seu consumo.

Entenda melhor os três grupos alimentares apresentados no Guia Alimentar para a População Brasileira:

Alimentos não processados (in  natura) ou minimamente processados

Os alimentos in natura são obtidos diretamente de plantas ou animais e não sofrem qualquer alteração após deixarem a natureza. Alimentos minimamente processados correspondem a alimentos in natura que foram submetidos a processos de limpeza, remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis. Os alimentos que fazem parte desse grupo são: carne fresca, leite, grãos, nozes, legumes, frutas e hortaliças, raízes e tubérculos, chás, café, infusão de ervas, águas de torneira e engarrafada.

Alimentos processados

Alimentos processados são fabricados pela indústria com a adição de sal, de açúcar ou de outra substância de uso culinário a alimentos in natura para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar. Alguns exemplos de alimentos processados são: cenoura, pepino, ervilhas, palmito, cebola e couve-flor preservados em salmoura ou em solução de sal e vinagre; extratos ou concentrados de tomate (com sal e ou açúcar); frutas em calda e frutas cristalizadas; carne seca e toucinho; sardinha e atum enlatados; queijos; e pães feitos de farinha de trigo, leveduras, água e sal.

Alimentos ultraprocessados

Alimentos ultraprocessados são produtos que estão prontos para consumo, necessitando de aquecimento ou não, são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivados de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes). O objetivo do ultraprocessamento é tornar o alimento atraente, acessível, palatável, apresentar longa vida de prateleira e praticidade. Alguns exemplos são: pães, barras de cereais, biscoito, batatas fritas, bolos, doces, sorvetes e refrigerantes, pratos prontos (congelados), massas, linguiças, nuggets, sticks de peixe, sopas desidratadas, fórmulas infantis e alimentos para bebês.

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