No Colégio Sion, o enfrentamento ao bullying é uma prioridade permanente. Por meio do Programa Escola Sem Bullying, o colégio tem estruturado uma série de ações que visam não apenas identificar casos de intimidação, mas também criar uma cultura escolar baseada na empatia, no diálogo e na convivência respeitosa.
Para Benjamin Horta, fundador do Programa Escola Sem Bullying e um dos responsáveis pela implementação do programa, a iniciativa tem trazido transformações reais na rotina escolar. “Desde a formação do Comitê de Prevenção ao Bullying, percebemos um engajamento muito grande de toda a comunidade. Professores, famílias e alunos estão comprometidos em fazer do Sion um espaço cada vez mais acolhedor”.
O programa, implementado em 2025 como um projeto-piloto na sede Batel, é fundamentado em práticas preventivas e educativas, que se desenvolvem de maneira contínua durante o ano letivo, sempre com o envolvimento ativo de todos os segmentos da escola.
Um olhar atento sobre o comportamento
O bullying é um fenômeno complexo e, muitas vezes, silencioso. Ele se manifesta por meio de comportamentos repetitivos que causam sofrimento físico ou emocional à vítima. Segundo o pesquisador Dan Olweus, referência internacional no tema, trata-se de uma forma de violência na qual há desequilíbrio de poder entre quem agride e quem sofre.
Benjamin explica que compreender essas dinâmicas é essencial para agir de forma eficaz. “O bullying pode se esconder em gestos sutis, apelidos ou brincadeiras que, na verdade, machucam. Quando falamos sobre o tema com transparência, ajudamos nossos alunos a reconhecerem atitudes que ferem e a substituí-las por comportamentos mais empáticos”.
As atividades desenvolvidas no Sion incluem rodas de conversa, debates, leituras de obras relacionadas ao tema, pesquisas de percepção entre os alunos e formações com os educadores. Cada ação busca ampliar o olhar da comunidade para a importância de uma convivência mais saudável.
Família e escola lado a lado
Um dos diferenciais do Programa Escola Sem Bullying é a integração entre escola e família. A parceria tem sido essencial para o sucesso das ações, já que o comportamento dos estudantes é reflexo do ambiente em que estão inseridos. “O envolvimento das famílias é fundamental. Quando pais e responsáveis participam das conversas e se engajam nas propostas, o aprendizado vai além dos muros da escola”, reforça Benjamin.
Os encontros com as famílias e as formações para os colaboradores também têm contribuído para que o tema seja tratado com naturalidade, acolhimento e propósito educativo.
A convivência como valor educativo
Mais do que um conjunto de atividades, o combate ao bullying no Sion é um compromisso com a formação integral dos estudantes. O colégio entende que educar envolve também ensinar a lidar com as diferenças, reconhecer emoções e agir com empatia. “Nosso trabalho vai além de corrigir comportamentos. Queremos educar para a convivência e ajudar o aluno a entender o impacto de suas atitudes e a desenvolver responsabilidade afetiva”, destaca Benjamin Horta.
O resultado dessa abordagem é perceptível no dia a dia da escola: relações mais respeitosas, maior abertura ao diálogo e um ambiente de aprendizado emocional que fortalece o coletivo. “Combater o bullying é um trabalho constante, feito de pequenas ações que, somadas, transformam o ambiente. É sobre criar uma cultura de cuidado, onde cada um se sinta seguro e valorizado”, conclui Benjamin.