Morte de Theodoro Ratisbonne

Hoje (10/01) nos lembramos da morte de Theodoro Ratisbonne, nosso fundador. Vida abundante, que deixou muitos legados para nos orientar na jornada espiritual. Em um dos conselhos, ele nos fala sobre a importância da oração. Veja o que ele disse e aplique no seu dia a dia:
“A palavra oração não significa apenas as fórmulas pronunciadas pelos lábios; abrange todos os atos, todos os impulsos, todos os movimentos tendentes à união da alma com Deus.
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Orar é amar; a finalidade do amor é a união com o objeto amado. A oração responde ao amor pelo amor.”Amareis com todo vosso coração, com todas as vossas forças, com todas as vossas faculdades”. Eis a lei da vida. Para viver a verdadeira vida, é necessário, portanto, que todas as nossas faculdades concorram para a oração. É este exercício a base da piedade cristã; e a virtude perde toda a sua solidez quando o abandonamos. O progresso espiritual não depende nem da multiplicidade, nem da extensão das orações; depende exclusivamente das comunicações íntimas e incessantes com Jesus Cristo, o Santo dos santos. Não é pelos atos exteriores, mas sim pelas afetos, aspirações e elevações de nossa alma que nos dirigimos a Deus. Seria necessário expor as vantagens de um exercício que nos aproxima sempre mais do foco do eterno amor?
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Se, do relacionamento com as pessoas sensatas, resulta um aperfeiçoamento do nosso proceder; se, do entretenimento com os sábios, nos tornamos mais cultos; quanto proveito não havemos de tirar desses íntimos colóquios com o Deus das virtudes, nestas comunicações com o céu? Não é tanto pelo ensino, como pela prática e pelo exercício, que a alma se inicia nestes suaves mistérios. É, contudo, salutar seguir os avisos de guias experimentados. São todos unânimes em nos aconselhar a prepararmos a ascensão do nosso coração, pela aplicação do pensamento nos exercícios da meditação.
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Para se acender o fogo, deve-se primeiramente juntar a madeira, a resina, o combustível que irá alimentar a chama. O alimento da meditação são os atos da vida e da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, são as emocionantes passagens de sua Paixão ou ainda as vivificadoras palavras consignadas na Escritura. A não ser que uma alma, favorecida por graça especial, se eleve espontaneamente aos píncaros do amor, a criatura deve procurar e seguir fielmente um método de meditação adaptado as suas disposições particulares e necessidades íntimas”.