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Nos dias 2, 3 e 4 de abril, o ColГ©gio Sion Solitude recebeu a Semana deР’В  Arte, que teve como tema geral “Eu, o outro e o coletivo”.

 

Na Semana de Arte do Sion Solitude, trabalhamos a temГЎtica “Eu, o outro e o coletivo” a partir de oficinas, vivГЄncias, concertos musicais, apresentações de danГ§a e participações especiais de artistas – inclusive, alguns deles, ex-alunos sionenses. 😉

 

AlГ©m de expressar as nossas emoções, com a arte expressamos, tambГ©m, nossas visГµes de mundo. O universo artГ­stico Г© um convite para mergulharmos dentro de nГіs mesmos – e tambГ©m no outro, compreendendo diferentes pontos de vista acerca de um mesmo assunto.

 

Para absorver todo este conteúdo, dividimos o tema central de acordo com os estágios dos alunos, ou seja, todas as atividades foram adaptadas para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental I e II, assim como para o Ensino Médio.

 

Enquanto a temГЎtica do “eu” foi abordada a partir da obra do artista Arthur Bispo do RosГЎrio, a temГЎtica do “outro” foi analisada a partir do trabalho de Tarsila do Amaral e Eduardo Marinho. Por fim, o tema “Coletividade” foi pontuado a partir do olhar de Ana Serrano, do Projeto Morrinhos, do Grupo Poro, do Kobra e da Adriana VarejГЈo. Ficou curioso para entender um pouco mais estes temas? AГ­ vai um pouquinho do que vimos sobre eles! 😀

 

1. Eu e meu infinito particular

Abordado por diversas ГЎreas, desde a Psicologia, passando pela HistГіria e a Filosofia, o conceito do “quem sou eu” Г© subjetivo e relativo. Em constante mutação, esse questionamento tem mudado gradativamente nas Гєltimas dГ©cadas. Se antes tГ­nhamos uma visГЈo dicotР“ТвЂmica, em que um indivГ­duo Г© separado do outro, hoje temos uma visГЈo mais ampla e colaborativa.

 

Para discorrer sobre esse tema, escolhemos a obra de Arthur Bispo do RosГЎrio, um artista negro, nordestino e pobre que passou boa parte de sua vida internado em manicР“ТвЂmios. Bispo do RosГЎrio teceu histГіrias e reflexГµes, contestando a forma como lidamos com os objetos. SerГЎ que precisamos de cada vez mais coisas para sermos quem nГіs somos?

 

2. O outro

 

Para refletirmos sobre “o outro”, trouxemos aos alunos as obras de Tarsila do Amaral e Eduardo Marinho. NГЈo podemos falar do “eu” sem abordamos “o outro”, que tambГ©m pode ser subjetivo. Fora de nГіs, temos tudo o que nГЈo somos – mas tambГ©m podemos procurar nos outros o que vemos em nГіs mesmos. Г‰ com “o outro” que compomos o coletivo.

 

Tarsila do Amaral passou por uma experiência no exterior, onde trabalhou como operária em uma fábrica da União Soviética para juntar dinheiro e, então, retornar ao Brasil. Nesse período ela precisou cumprir horários e rotinas, conhecendo a fundo a formação de uma sociedade industrializada.

 

ApГіs essa experiГЄncia, ela produziu a obra “OperГЎrios”. Ao analisarmos a tela, vemos rostos de homens e mulheres de diferentes etnias. Mas, se olharmos de longe, veremos pessoas parecidas, com o mesmo semblante. Os rostos estГЈo apertados, aglomerados, sobrepostos. Um nГЈo vГЄ o outro. Nisso, questionamos: Quem Г© o outro hoje? Como o percebemos? Como convivemos com as diferenГ§as? Essa reflexГЈo Г© mais do que necessГЎria, considerando o momento em que vivemos hoje.

 

3. O coletivo

Depois de trabalharmos o “eu” e “o outro”, vimos a importГўncia do “coletivo”. Quando enxergamos a nГіs mesmos nas outras pessoas, percebemos que fazemos parte de algo muito maior, que precisa ser construГ­do, mantido e cuidado por todos.

 

O Grupo Poro, de Minas Gerais, aborda essa questão de maneira provocativa e desconstrutiva, utilizando espaços públicos para realizar intervenções artísticas. Nas ruas, todos têm relação direta com a arte, sem precisar se deslocar até um endereço.

 

Muitos foram os questionamentos e, tambГ©m, os aprendizados – e Г© por isso que a arte desempenha um papel tГЈo importante em nossas vidas. Em breve, os alunos do Sion Batel passarГЈo pela mesma experiГЄncia e nГіs vamos documentar tudinho em nossas redes. Fique de olho! 😉

 

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