Os ensinamentos do Sion na trajetória de Tales de Sodré e Macedo: uma formação que transcende o tempo


O advogado Tales de Sodré e Macedo, ex-aluno do Sion Batel, relembra com emoção os valores que moldaram sua vida pessoal e profissional, destacando o sentimento de pertencimento, o acolhimento e a formação humana recebidos na escola.

“Falar de Sion é falar do sentimento de acolhimento mais profundo que uma criança — jovem na década de 80 — poderia imaginar”, recorda Tales, que estudou no Sion Batel do ensino infantil ao final do Ensino Médio. “Sion era uma extensão de minha casa logo ali ao lado, onde verdadeiramente senti-me parte do todo e integrado com segurança a um verdadeiro berço da sabedoria”.

O ex-aluno relembra com carinho a rotina da escola, as amizades e a convivência com professores e colaboradores. “As lembranças são tão frescas como se daqui a pouco fosse encontrar os amigos à tarde, pós-aulas matutinas, para um futebol ou um trabalho na biblioteca”, comenta. “O Sion foi o lugar onde aprendi o valor da convivência, do respeito e da alegria compartilhada”.

Uma formação humana que atravessa a vida
Hoje, com 53 anos e uma carreira consolidada no Direito, Tales reconhece o impacto da formação recebida no Sion em sua trajetória profissional. “Minha atuação no Direito, sempre técnica e focada nas regras, por vezes duras da lei, recorre ordinariamente ao aspecto mais reluzente de minha formação: o olhar humano sobre todas as situações”, afirma.

Segundo ele, a convivência no ambiente escolar moldou sua personalidade e senso de justiça. “Minha convicção profissional certamente adotou esta característica e sua psicologia intrínseca, moldada nos corredores, nas quadras de esporte, nas sabatinas da fanfarra e na relação direta e afetiva entre jovens e educadores”.

Valores que permanecem
Tales acredita que o Sion o ajudou a construir uma base sólida de princípios e resiliência. “Os valores morais da integridade humana e a perspectiva positiva diante da vida são flagrantes, especialmente nos momentos mais controversos. A resiliência diante da dificuldade ou a alegria diante de um bem alcançado modulam este sentimento esculpido nesta instituição”.

Mesmo após mais de 35 anos, ele reconhece que o sentimento de pertencimento segue vivo. “O mundo mudou, creio que o sistema de ensino também, mas o sentimento de representar com altivez os valores cativados no melhor do ser humano… isso não se perde jamais”.

Gratidão e legado
O ex-aluno também faz questão de expressar gratidão às figuras que marcaram sua trajetória no Sion. “Rendo homenagem àquela, por vezes incompreendida pelos jovens, mas certamente reconhecida por todos que passaram pela sua tutela — Soeur Cristina, a alma desta instituição. E às minhas queridas colegas Magda e Juliana, que tão bem deram continuidade à direção das novas gerações”.

Tales também destaca a importância da professora Mônica Lopes: “Faço minha redenção do conhecimento àquela que melhor simbolizou sua aplicação com maestria e profundidade, nossa eterna paraninfa”.

Para ele, o legado do Sion ultrapassa as paredes da escola e permanece vivo nos valores de quem passou por lá. “Pertencimento, reconhecimento e acolhimento, valores aqui bem representados condignamente em minha alma e coração”, finaliza emocionado. “Obrigado, Sion”.